Os erros mais comuns de uma relação amorosa

As relações saudáveis exigem uma certa quantidade de esforço e compreensão. Os relacionamentos amorosos podem ser complicados e todos acarretam desafios. É tão difícil encontrar um/a parceiro/a, mas demasiado fácil cometer erros que levam a perdê-lo/a.

Aproveitando a sugestão de uma leitora, acedi escrever sobre as relações amorosas. E embora não existam receitas mágicas para os relacionamentos funcionarem, tentei abordar a questão de uma forma simples e concisa, com a ressalva que fica ainda muito por dizer. e que. brevemente. voltarei a este tema, com mais dicas úteis para desenvolver relacionamentos saudáveis.

Aqui estão algumas dicas para evitar os cinco maiores erros que os casais cometem:

1º ERRO – Acreditar que o seu/sua parceiro/a tem o dom da telepatia e consegue ler o que vai na sua cabeça.

Este é um dos erros mais graves que as pessoas fazem nos relacionamentos. Muitas pessoas acreditam falsamente que “se ele/ela realmente me amasse, eu não tinha de pedir-lhe o que eu quero.” Sem comunicar nada, ele ou ela deve ser capaz de ler a minha mente e de me dar o que eu preciso. Não sou responsável por pedir e, de facto, não é necessário, porque ele ou ela “deveria saber”.

Este raciocínio é perigoso. Não só é necessário saber o que quer, como também ser capaz de comunicá-lo de forma clara, é ainda essencial saber usar essas respostas e reações como informações preciosas sobre o seu relacionamento.

2º ERRO – Dizer “não se passa nada”, quando, na verdade, claramente, algo se passa.

Algumas questões parecem-lhe tão óbvias que não percebe como o/a seu/sua parceiro/a não entende. Algumas questões já foram discutidas ad nauseam e algumas coisas simplesmente não valem a pena o esforço contínuo ou a discussão.

Talvez queira agradar à pessoa com quem está e/ou não quer que fique chateado/a consigo. Então, ao invés de discutir o problema, fica calado/a e aborrecido/a. Fica a ruminar como o/a seu/sua parceiro/a parece que nem repara que você está chateado/a.

É muito mais fácil dizer “nada” quando lhe perguntam, “o que se passa?” É uma solução rápida, mas o problema permanece. Pode ficar irritado/a e com ressentimento ou pode varrê-lo para debaixo do tapete, mas, inevitavelmente, o problema surgirá uma e outra vez, dias, semanas ou meses mais tarde.

Embora possa ser tentador varrer tudo para debaixo do tapete, o que falha nesta estratégia é que os problemas acumulam-se e multiplicam-se. Isto terminará finalmente numa discussão explosiva, com a outra pessoa confusa com o que terá feito de errado.

Se há algo que o/a incomoda, comunique com o/a seu/sua parceiro/a. Seja assertivo/a.

Howr-Relationship

3º ERRO – Apaixonar-se pelo potencial de alguém com o intuito de mudar a pessoa.

Quer que o seu/sua parceiro/a mude? assume a responsabilidade pela transformação do outro? Fica irritado quando vê alguém com quem se preocupa não estar a viver o potencial que vê neles? Tenta transformar alguém no seu “projeto” que você vai recuperar?

Muitas pessoas confundem o conceito de compromisso com mudança. O compromisso envolve duas pessoas que se esforçam para alcançar um acordo quando é necessário, respeitando as suas diferenças. A mudança envolve uma pessoa pedir a outra que seja alguém que não é, o que é impossível.

Não é responsabilidade nossa, nem é o nosso dever mudar ninguém, incluindo o/a nosso/a parceiro/a. As pessoas querem ser vistas, ouvidas e apreciadas pelo que são. Na melhor das hipóteses, sugestões não solicitadas para mudar são indesejáveis. Na pior das hipóteses, são insultuosas e minam a relação.

As pessoas mudam quando estão prontas para mudar. Embora possamos inspirar fragmentos da sua transformação, em última instância cabe-lhes a elas. Amar é dar a alguém a dignidade do seu próprio processo, em vez de tentar mudá-lo.

Em vez de pensar que o seu amor é a poção mágica que vai salvar ou transformar o/a seu/sua parceiro/a, comece por olhar para si mesmo/a. Todos nós temos coisas que podemos mudar para melhor. Essa energia será muito melhor canalizada para ajuda-lo/a a si a tornar-se uma pessoa melhor, em vez de tentar forçar isso nas outras pessoas.

4º ERRO – Não se sentir suficientemente bom para alguém.

Pensa que não é bom o suficiente para essa pessoa? Sente que essa pessoa merece mais do que o que tem para oferecer?

Muitas pessoas acham que não são “suficientemente boas”. Sentem que têm de ficar em segundo plano para manter o amor de alguém. Consideram-se afortunadas apenas por estar na presença do/a parceiro/a, e, ainda mais, num relacionamento com essa pessoa.

As pessoas que cometem este erro preocupam-se que o/a parceiro/a descubra quem realmente são, e fuja a sete pés. O problema disto tudo é que são pessoas que esperam a rejeição, e acabam por fazer pequenas coisas para atraí-la. Por outro lado, estas pessoas podem tolerar comportamentos incrivelmente inadequados, porque se sentem sortudas apenas por estar com aquele/a parceiro/a.

Os sentimentos de insegurança nos relacionamentos resultam principalmente por não ter confiança em si mesmo/a, no seu aspeto físico ou qualquer outra coisa que considera importante. Se não achar que é bom o suficiente para o/a seu/sua parceiro/a, vai ficar a pensar que eventualmente o/a seu/sua parceiro/a procurará alguém para o/a substituir. A psicoterapia pode ajudá-lo/a a melhorar a sua autoimagem e a ganhar autoconfiança.

5º ERRO – Preferir estar certo a estar feliz.

Uma das coisas mais prejudiciais que podemos fazer é permitir que nossa necessidade de estar certo se torne a força motriz das nossas relações. Não só precisamos estar certos, mas precisamos fazer com que a outra pessoa esteja errada ou se sinta mal. Muitos de nós preocupamo-nos tanto em estar certos que nem sequer pensamos se esta é a melhor estratégia para uma relação.

Quais são os custos de estar certo? Poder tornar-se um sabichão que afasta as pessoas. Fechamo-nos. Isolamo-nos. Abandonamos a ligação ao nosso/a parceiro/a e o amor que sentíamos por ele/ela, acaba.

Pare um momento para refletir nos seus relacionamentos. Quantas vezes a dinâmica “Estou certo/a, estás errado/a” surge na sua vida quotidiana?

O respeito mútuo é vital para uma relação saudável e duradoura. Se tem constantemente que ganhar ou estar certo/a o tempo todo, PARE. Pergunte a si mesmo, quão importante é isto? Vale a pena fazer meu/minha parceiro/a perder? Como é que isto afetará a nossa relação? Posso escolher ser feliz em vez de estar certo?

Se cometeu um ou mais destes erros, não entre em pânico. Todas as relações envolvem aprendizagem e crescimento. Reconheça onde pode melhorar e, em seguida, comece a trabalhar.

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